Esta é a parte que você nunca arrancará de mim.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Família

"Eu não pedi pra nascer!" Mentira, você pediu e ainda escolheu o lar do qual faria parte. Família: onde tudo começa, onde tudo termina.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Unhas quebradas

Um relacionamento e seu fim pode ser comparado à uma unha quando se quebra: você a conserva limpa, com cor, brilho, tem um orgulho imenso dela, suas amigas a elogiam e desejam uma igual. Toma cuidados e tenta deixá-la inteira. Pois não, um dia ela se quebra, no auge. Você, com dor, tem que tirá-la (e não adianta super bonder, não, vai ficar um relevo indesejado). Aí você não tira, arranca-a. E dói. E seu dedo sofre. E chega até sair sangue. E você quer esconder o que restou. Quando mostra, recebe ''que dó'' de todos os cantos: homens, mulheres, crianças. Todos com dó do seu coração. Demora a crescer. Demora o trauma a passar. Demora sua estima com brilho, esmalte, limpeza. Porém, quando percebe-se, já está ela ali novamente. Grande, crescida com mais força, não precisa estar retinha, porque consegue-se lixar. E lixa-se, e a deixa do seu gosto. E quando menos se espera, ela está pronta pra quebrar de novo. Maldito coração recomeçante.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

uma antiga e recente música



E hoje, do nada, ouço uma antiga música que fala por mim em uma situação bem recente.
A vida e seus tempos.


À você, espero que compreenda melhor agora.






Big Girls Don't Cry
Fergie

O cheiro de sua pele está grudado em mim agora
Você está provavelmente no seu vôo de volta para sua cidade natal.
Eu preciso de algum abrigo para minha própria proteção, baby
Ficar comigo mesma, concentrada, lúcida,
em paz, serena

Eu espero que você saiba, eu espero que você saiba
Que isso não tem nada a ver com você
Isso é pessoal, eu mesma e eu
Nós temos que ajeitar algumas coisas
E eu sentirei sua falta como uma criança sente falta do seu cobertor

Mas eu tenho que seguir em frente com a minha vida
Chegou a hora de ser uma garota crescida
E garotas crescidas não choram
Não choram,
não choram,
não choram

O caminho que eu estou trilhando, eu devo ir sozinha
Eu tenho que dar pequenos passos até estar totalmente amadurecida
Contos de fada nem sempre têm finais felizes, não é?
E eu prevejo a escuridão à frente se eu ficar

eu espero que você saiba, eu espero que você saiba
que isso nao tem nada a ver com você
isso é pessoal, eu mesma e eu
nos temos que ajeitar algumas coisas
e eu sentirei sua falta como uma criança sente a falta do seu cobertor
mas eu tenho que seguir em frente com a minha vida
chegou a hora de ser uma garota crescida
e as garotas crescidas não choram

Como um colega de escola no pátio da escola
Nós jogaremos cartas
Eu serei a sua melhor amiga
E você será meu namorado
Sim, você pode segurar minha mão, se quiser
Porque eu quero segurar a sua também
Nós seremos parceiros e amantes e compartilharemos nossos mundos secretos
Mas chegou a hora de eu ir pra casa
Está ficando tarde, está escuro lá fora
Eu preciso ficar sozinha concentrada, lúcida,
em paz, serena

Eu espero que você saiba, eu espero que você saiba
Que isso não tem nada a ver com você
Isso e pessoal, eu mesma e eu
Nos temos que ajeitar algumas coisas
E eu sentirei sua falta como uma criança sente a falta do seu cobertor
Mas eu tenho que seguir em frente com a minha vida
Chegou a hora de ser uma garota crescida
E as garotas crescidas não choram
não choram,
não choram,
não choram.

sábado, 29 de outubro de 2011

Um som




E essa vitrola em teu peito?

Se encostar seu ouvido,
dá até para ouvir a música do seu coração.
Em ritmo acelerado ou lento,
mas a melodia é sempre a mesma.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

In(animado)

Eu escrevia seus passos com os rastros em um caderno sem linhas.
A cadeira vazia denunciava a partida.
Que sentada em si mesma, cruzou as pernas e criou raízes,
reproduzindo frutos que passarinho comia.
Olhou para o quadro, um auto-retrato, sentiu-se invejada por não ter a face.
E o que tinha? Apenas dois traços. Um fio que cortava o caos, e outro que cortava o dia.

Da madeira mais dura foi feita, talvez por isso orgulhosa.
Seu orgulho criou olhos.
Seu orgulho criou boca e nariz.
Percebeu que precisava não ser objeto de sentar e cruzar pernas.
Precisava ser objeto de andar, pernas.
Precisava ser objeto de dançar, pernas.
Precisava ser objeto de pernas de horizonte.


Pedro Pelegrini e Luana Cevada

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Poesia de um pintor


As luzes dos postes se acenderam
no lugar das estrelas.
Eu vinha do céu e o vinho eu bebia.
Aqui os postes não se acenderam,
tivemos que nos conformar com o resto de luz
que as aleluias traziam.
Mas nem aleluias tiveram o benefício da luz,
só as mães.


Pedro Pelegrini e Luana Cevada.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Minâncora

Uma pessoa só consegue voltar para um lugar quando já esteve por lá. Não dê segunda chance, para quem não mereceu nem a primeira.
E o sapo não vira príncipe, pelo menos não quando você o beija. O sapo vira príncipe quando você o deixa.

Espinhas secando tão rapidamente quanto as feridas no coração.