Esta é a parte que você nunca arrancará de mim.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Take it easy, my brother Charlie

Entrei numa fase que já não me importo mais e o que me estressa são provas, apenas.
Pessoas não mais.
Pra quê insistir?
Paciência, me falaram tanto e agora coloquei em prática.
Não quero mais também, desculpa se desisti, mas foi uma consequência de uma escolha. Não minha.

Passou.

Depois que o primeiro homem
Maravilhosamente pisou na lua
Eu me senti com direitos, com princípios
E dignidade
De me libertar.

Por isso, sem preconceitos eu canto.
Eu canto a fantasia,
Eu canto o amor, eu canto a alegria,
Eu canto a fé, eu canto a paz,
Eu canto a sugestão,
Eu canto na madrugada,
Take it easy my brother Charlie!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

primeiro texto da primavera




E Deus ainda me dará a oportunidade de gritar aos quatro ventos que sou escritora. E tenho dito.
Tudo que sou nasceu de mim e do que me aconteceu, naturalmente como foi com todos, mas cada um reage à sua maneira.
É difícil modificar-se tanto por uma pessoa e a mesma fugir de você, escolher outro 'brinquedinho', ter outra favorita ou te substituir, simplesmente.
Porque sempre um dos lados é que sofre, sempre um. E coitado desse lado, sem seu ortogonal, perpendicular, que fosse.

E eu pensava: 'mas como, eu sempre fui perfeita! Aprendi tudo sobre ele, e pratiquei tudo pra ele!'
E desse pensamento, de repente, me veio outro: 'se eu fui perfeita, ele não foi. Ou ele era torto, ou não me merecia.'
Daí veio a vontade de encontrar alguém que me merecesse.
Não, deixa Deus escolher, porque Ele escolhe certo. Eu não sei escolher não, escolhi errado já.
Deus me pediu tempo, mas não falou quanto.
Estou esperando.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

1º

Primeira postagem de setembro, os dias melhoram.
Tudo de ruim ficou com um agosto ruim, ficou para trás.
Vem a chuva. Vem a tranquilidade. Vem a primavera. Vem mudanças boas.
Feliz setembro para nós!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Recado

"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa.
Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa..."

C.F.A.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Devalued




As crônicas do além do céu - Devalued



Aquele planeta era muito parecido com o seu.
Plantas, pessoas, construções, tudo muito parecido, exceto por características bem peculiares, como a uniformidade da cor da pele (todos eram caucasianos), possuiam o mesmo tom de cor de cabelo e o mais estranho para ela: todos tinham muito dinheiro.
Não o dinheiro que era conhecido na Terra, mas uma moeda de troca e que todos tinham muito.
Ava acho aquilo diferente, quando conseguiu uma visita com o governante daquele local, logo o parabenizou:
"O senhor sabia que de onde venho há muita desigualdade? Pessoas morrem por causa desse problema todos os dias!"
"Sim, há muitas gerações conseguimos chegar a um ponto em que todos têm o poder de comprar qualquer coisa que quiserem, somos iguais."

Aquele 'iguais' a fez refletir. Iguais mesmo, na cor, no jeito de andar, nas palavras usadas, eles eram idênticos. Isso sim era uma sociedade igualitária, no sentido mais bizarro da palavra.
Passadas apenas algumas horas de sua chegada, Ava começou a reparar uma ação daqueles habitantes que a irritava: o desperdício.
"Mas você nem acabou de comer esse pedaço, ainda tem carne nele!"
"Porque você diz isso? Tem muitos outros pedaços, tome, pegue um desses e não passe vontade!" -ofereceu o anfitrião à ela.
"Não, vou acabar esse primeiro, se me der vontade eu como outro, mas só se me der vontade..."
O anfitrião refletiu um pouco, mas pela sua expressão, Ava soube que ele não havia entendido.

Com as refeições era difícil ver o mau uso, mas não era só com a comida: vestimentas, água, veículos, nem a natureza daquele mundo não era valorizada. Como tinham muito dinheiro e um poder de compra igual, todos os habitantes desperdiçavam tudo o que adquiriam. Tudo.
Aquilo a irritou, no lugar de onde vinha, cada casa possuia eletrodomésticos que possibilitava a conservação de alimentos, ela tentou explicar.
"Nós abolimos essa política há tempos!"
"Política?"
"Sim, a política de 'guardar'. Horrível essa palavra, não? Guardar para mais tarde pra quê se você pode comprar um outro novo?"
Ela ficou enjoada só de pensar nessa ideia, e refletiu: se sua raça chegasse à igualdade total, agiriam assim, tão displicentes quanto ao futuro?
Não teriam medo da falta?...
"Falta é uma palavra que já não existe mais no nosso vocabulário! Compramos dos planetas agrários próximos daqui e firmamos acordo que façam com que eles mantenham o mesmo preço há anos também... Não temos sustos nem preocupações com isso."

Ela e seus amigos continuaram naquele planeta por mais alguns dias, o tempo necessário para reabastecerem e reorganizarem suas rotas e destinos. Fez amigos lá, mas ela foi embora com a sensação de que não se encaixaria naquela sociedade tão igualitária. Será que no fundo, a desigualdade evitava o desperdício e a falta de responsabilidade?

Após algum tempo, os planetas agrários próximos foram atacados e sua população foi erradicada.
Sem alternativas, pois não havia planos caso essa situação surgisse, a população do planeta do desperdício foi extinta.
Quando sobra não há valor.



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Dor

Eu digo que quero te matar, mas não suporto a ideia de você estar sentindo dor.
Eu digo que quero armas, que preciso delas pra acabar com você, mas meu alvo é você dentro de mim.
O ódio some tão rápido quanto veio, esqueço todas as lágrimas derrubadas.

domingo, 14 de agosto de 2011

Não pretendia ser um blog de desabafo

Há uma ferida no meu coração.
Ela está cicatrizando bem lentamente, mas
cada vez que percebo seu desprezo ela sangra.
E o sangue, incolor, sai pelos olhos.