Esta é a parte que você nunca arrancará de mim.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

5 relacionamentos não tradicionais

o homem que casou com ele mesmo


Esse sim você pode falar que SE ama…Liu Ye, chinês de 39 anos se casou com ele mesmo em uma cerimônia com mais de 100 convidados. Ele (sim, eu disse ELE) se casou com uma foto em tamanho real dele mesmo vestido de vermelho, batom e uma baita produção. O casamento teve direito a tudo, inclusive dama de honra, ao final ele se curvou para os convidados pedindo benção e foi atendido pelos seus antepassados. Liu afirma NÃO ser gay, mas confessa ser um pouquinho narcisista. “Há muitas razões para eu me casar, mas principalmente mostrar minha insatisfação com a realidade, meu conceito de matrimonio é diferente”.

Bom, só não o mande SE foder, pois ele tem esse poder.


O japonês casado com uma personagem de Nintendo DS


Sal9000, como é conhecido, resolveu se casar com Nene Anegasaki do videogame Nintendo DS “Love Plus”, um jogo virtual sobre namoro. Aparentemente é proibido se casar no Japão com objetos inanimados ou imaginarios, mas a alegação de Sal9000 é que sua esposa esta aprisionada dentro do video game. Os convidados puderam assistir uma apresentação de slides, que teve beijo na boca e tudo. Medo.


A mulher que casou com o ex-namorado morto


Essa pra mim é a mais doentia de todas, pelo simples fato dela parecer sã, mas ser uma daquela encalhadas alucinadas por casamento. Magali Jaskiewisc e o namorado Johnatan George planejaram se casar na Câmara Municipal em novembro de 2008 masssss o coitado morreu em um acidente de moto 2 dias antes disso.

Pelo incrivel que pareça a constituição francesa permite o casamento póstumo, caso seja provado que TUDO estava marcado antes, inclusive a data da cerimonia, o que era o caso.

Magali levou o caso ao tribunal, mostrando que vivia com o ex-atual-morto-namorado desde 2004, que dividia conta bancaria e blablabla e…conseguiu casar com o morto.

O mais assustador é que na França cerca de 10 casamentos póstumos costumam acontecer todo ano. Só acho que a lua de mel não vai ser muito movimentada.


O homem que casou com um travesseiro


Esse você ja deve ter visto! Não? Lee Jyn, japones (mais um!?) se apaixonou pelo seu travesseiro, na verdade um “dakimakura” uma versão grande de um travesseiro, digamos assim, que muitas vezes tem um rosto colado, em sua grande parte rostos de personagens de anime. Seu casamento parece não ter sido reconhecido, porem Lee fez questão de uma cerimonia especial, vestido de noivo, com a almofada em trajes de gala e até mesmo a cobertura da imprensa local. Coisa chique.

fonte: Não Salvo

segunda-feira, 29 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

Todo o Mundo e Ninguém

esta é uma peça que eu particularmente adoro, porque apesar de ser escrita no século XVI, o tema é muito atual e sempre será.



Representada pela primeira vez em 1532, como parte de uma peça maior, chamada Auto da Lusitânia (no século XVI, chama-se auto ao drama ou comédia teatral), a obra é de autoria do criador do teatro português, Gil Vicente.
Um rico mercador, chamado "Todo o Mundo" e um homem pobre cujo nome é "Ninguém", encontram-se e põem-se a conversar sobre o que desejam neste mundo. Em torno desta conversa, dois demônios (Belzebu e Dinato) tecem comentários espirituosos, fazem trocadilhos, procurando evidenciar temas ligados à verdade, à cobiça, à vaidade, à virtude e à honra dos homens.


Auto da Lusitânia

Ninguém: Que andas tu aí buscando?

Todo o Mundo: Mil cousas ando a buscar:
delas não posso achar,
porém ando porfiando
por quão bom é porfiar.
(porfiando: insistindo, teimando.)

Ninguém: Como hás nome, cavaleiro?

Todo o Mundo: Eu hei nome Todo o Mundo
e meu tempo todo inteiro
sempre é buscar dinheiro
e sempre nisto me fundo.
E sempre nisto me fundo: e sempre me baseio neste princípio, nesta idéia.

Ninguém: Eu hei nome Ninguém,
e busco a consciência.

Belzebu: Esta é boa experiência: Dinato, escreve isto bem.

Dinato: Que escreverei, companheiro?

Belzebu: Que ninguém busca consciência.
e todo o mundo dinheiro.

Ninguém: E agora que buscas lá?

Todo o Mundo: Busco honra muito grande.

Ninguém: E eu virtude, que Deus mande
que tope com ela já.

Belzebu: Outra adição nos acude:
escreve logo aí, a fundo,
que busca honra todo o mundo
e ninguém busca virtude.

Ninguém: Buscas outro mor bem qu'esse?

Todo o Mundo: Busco mais quem me louvasse
tudo quanto eu fizesse.

Ninguém: E eu quem me repreendesse
em cada cousa que errasse.

Belzebu: Escreve mais.

Dinato: Que tens sabido?

Belzebu: Que quer em extremo grado
todo o mundo ser louvado,
e ninguém ser repreendido.

Ninguém: Buscas mais, amigo meu?

Todo o Mundo: Busco a vida a quem ma dê. Ma: me+a. Contração dos pronomes pessoais oblíquos, objeto indireto e direto, respectivamente.

Ninguém: A vida não sei que é,
a morte conheço eu.

Belzebu: Escreve lá outra sorte.
Dinato:
Que sorte?

Belzebu: Muito garrida:
Todo o mundo busca a vida
e ninguém conhece a morte.

Todo o Mundo: E mais queria o paraíso,
sem mo ninguém estorvar.

Ninguém: E eu ponho-me a pagar
quanto devo para isso.

Belzebu: Escreve com muito aviso.

Dinato: Que escreverei?

Belzebu: Escreve que Todo o Mundo quer paraíso
e ninguém paga o que deve.

Todo o Mundo: Folgo muito d'enganar,
e mentir nasceu comigo.
(folgo: tenho prazer, gosto.)

Niguém: Eu sempre verdade digo
sem nunca me desviar.

Belzebu: Ora escreve lá, compadre,
não sejas tu preguiçoso.

Dinato: Quê?

Belzebu: Que todo o mundo é mentiroso,
E ninguém diz a verdade.


Ninguém: Que mais buscas?

Todo o Mundo: Lisonjear.

Ninguém: Eu sou todo desengano.

Belzebu: Escreve, ande lá, mano.

Dinato: Que me mandas assentar?

Belzebu: Põe aí mui declarado,
não te fique no tinteiro:
Todo o Mundo é lisonjeiro,
e Ninguém desenganado.

fonte: portal da família

sábado, 6 de março de 2010

Às Mulheres



À nós:

Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.




e esse outro também:

Às mulheres

Que mulher nunca teve...
-Um sutiã meio furado,
-Um primo meio tarado,
-Ou um amigo meio viado?

Que mulher nunca tomou...
-Um porre de cair
-Ou um tranquiliznte para dormir?

Que mulher nunca sonhou...
-Com a sogra morta, estendida...
-Em ser muito feliz na vida
-Ou com um tratamento para estrias?

Que mulher nunca pensou...
-Em dar fim numa panela,
-Jogar o namorado pela janela
-Ou que a culpa era toda dela?

Que mulher nunca penou...
-Para ter a perna depilada,
-Para aturar uma empregada
-Ou para trabalhar menstruada?

Que mulher nunca comeu...
-Uma caixa de Bis, por ansiedade...
-Uma alface, no almoço, por vaidade
-Ou, um canalha por saudade?

Que mulher nunca apertou...
-O pé no sapato para caber,
-a barriga para emagrecer
-Ou um ursinho para não enlouquecer?

Que mulher nunca jurou...
-Que não estava ao telefone,
-Que não pensa em silicone
-Ou que "dele" não lembra nem o nome?

Só quem é mulher para entender esse poema.

autor desconhecido.

fontes: poema 1 e poema 2

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

We Are The World 25 anos

Uma nova versão de "We Are The World", música composta por Michael Jackson, foi gravada inclusive com seu novo clipe.
A 1ª campanha desse sucesso foi em ajuda à África (USA for Africa que siginifica United Support of Artists for Africa) e agora esta é para o Haiti e seus necessitados moradores.
Também como aconteceu na 1º música e no videoclipe consequentemente, muitos artistas participaram da gravação (artistas e músicos de todos os gêneros e gostos).
É contribuir baixando o clipe ou a música pelo iTunes e pagando uma taxa para a arrecadação (em 1985, era comprando o vinil do USA for Africa que você ajudava).





Veja aqui a versão de 1985 e aqui a atual

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010