Esta é a parte que você nunca arrancará de mim.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

30 (ótimas) dicas para escrever bem



01. A voz passiva deve ser evitada.
02. Anule aliterações altamente abusivas.
03. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
04. Conforme recomenda a A.G.O.P., nunca use siglas desconhecidas.
05. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.
06. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.
07. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.
08. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.
09. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
10. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
11. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
12. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??…Então valeu!
13. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”
14. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.
15. Frases incompletas podem causar
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.
18. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!
19. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.
20. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.
21. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.
22. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.
23. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
24. Outra barbaridade que tu deves evitar tchê, é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras! ..Nada de mandar esse trem…vixi..entendeu bichinho?
25. Palavras de baixo calão, porra, podem transformar o seu texto numa merda.
26. Quem precisa de perguntas retóricas?
27. Seja mais ou menos específico.
28. Seja incisivo e coerente, ou não.
29. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação
30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá agüentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.


escrito por: Professor João Pedro – Unicamp.

fonte: Risada

quinta-feira, 24 de junho de 2010

últimos



Aurora

O poeta ia bêbedo no bonde.
O dia nascia atrás dos quintais.
As pensões alegres dormiam tristíssimas.
As casas também iam bêbedas.

Tudo era irreparável.
Ninguém sabia que o mundo ia acabar
(apenas uma criança percebeu mas ficou calada),
que o mundo ia acabar às 7 e 45.
Últimos pensamentos! últimos telegramas!
José, que colocava pronomes,
Helena, que amava os homens,
Sebastião, que se arruinava,
Artur, que não dizia nada,
embarcam para a eternidade.

O poeta está bêbedo, mas
escuta um apelo na aurora:
Vamos todos dançar
entre o bonde e a árvore?

Entre o bonde e a árvore
dançai, meus irmãos!
Embora sem música
dançai, meus irmãos!
Os filhos estão nascendo
com tamanha espontaneidade.
Como é maravilhoso o amor
(o amor e outros produtos).
Dançai, meus irmãos!
A morte virá depois
como um sacramento.

Carlos Drummond de Andrade


fonte: Memória Viva de Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 23 de abril de 2010

5 relacionamentos não tradicionais

o homem que casou com ele mesmo


Esse sim você pode falar que SE ama…Liu Ye, chinês de 39 anos se casou com ele mesmo em uma cerimônia com mais de 100 convidados. Ele (sim, eu disse ELE) se casou com uma foto em tamanho real dele mesmo vestido de vermelho, batom e uma baita produção. O casamento teve direito a tudo, inclusive dama de honra, ao final ele se curvou para os convidados pedindo benção e foi atendido pelos seus antepassados. Liu afirma NÃO ser gay, mas confessa ser um pouquinho narcisista. “Há muitas razões para eu me casar, mas principalmente mostrar minha insatisfação com a realidade, meu conceito de matrimonio é diferente”.

Bom, só não o mande SE foder, pois ele tem esse poder.


O japonês casado com uma personagem de Nintendo DS


Sal9000, como é conhecido, resolveu se casar com Nene Anegasaki do videogame Nintendo DS “Love Plus”, um jogo virtual sobre namoro. Aparentemente é proibido se casar no Japão com objetos inanimados ou imaginarios, mas a alegação de Sal9000 é que sua esposa esta aprisionada dentro do video game. Os convidados puderam assistir uma apresentação de slides, que teve beijo na boca e tudo. Medo.


A mulher que casou com o ex-namorado morto


Essa pra mim é a mais doentia de todas, pelo simples fato dela parecer sã, mas ser uma daquela encalhadas alucinadas por casamento. Magali Jaskiewisc e o namorado Johnatan George planejaram se casar na Câmara Municipal em novembro de 2008 masssss o coitado morreu em um acidente de moto 2 dias antes disso.

Pelo incrivel que pareça a constituição francesa permite o casamento póstumo, caso seja provado que TUDO estava marcado antes, inclusive a data da cerimonia, o que era o caso.

Magali levou o caso ao tribunal, mostrando que vivia com o ex-atual-morto-namorado desde 2004, que dividia conta bancaria e blablabla e…conseguiu casar com o morto.

O mais assustador é que na França cerca de 10 casamentos póstumos costumam acontecer todo ano. Só acho que a lua de mel não vai ser muito movimentada.


O homem que casou com um travesseiro


Esse você ja deve ter visto! Não? Lee Jyn, japones (mais um!?) se apaixonou pelo seu travesseiro, na verdade um “dakimakura” uma versão grande de um travesseiro, digamos assim, que muitas vezes tem um rosto colado, em sua grande parte rostos de personagens de anime. Seu casamento parece não ter sido reconhecido, porem Lee fez questão de uma cerimonia especial, vestido de noivo, com a almofada em trajes de gala e até mesmo a cobertura da imprensa local. Coisa chique.

fonte: Não Salvo

segunda-feira, 29 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

Todo o Mundo e Ninguém

esta é uma peça que eu particularmente adoro, porque apesar de ser escrita no século XVI, o tema é muito atual e sempre será.



Representada pela primeira vez em 1532, como parte de uma peça maior, chamada Auto da Lusitânia (no século XVI, chama-se auto ao drama ou comédia teatral), a obra é de autoria do criador do teatro português, Gil Vicente.
Um rico mercador, chamado "Todo o Mundo" e um homem pobre cujo nome é "Ninguém", encontram-se e põem-se a conversar sobre o que desejam neste mundo. Em torno desta conversa, dois demônios (Belzebu e Dinato) tecem comentários espirituosos, fazem trocadilhos, procurando evidenciar temas ligados à verdade, à cobiça, à vaidade, à virtude e à honra dos homens.


Auto da Lusitânia

Ninguém: Que andas tu aí buscando?

Todo o Mundo: Mil cousas ando a buscar:
delas não posso achar,
porém ando porfiando
por quão bom é porfiar.
(porfiando: insistindo, teimando.)

Ninguém: Como hás nome, cavaleiro?

Todo o Mundo: Eu hei nome Todo o Mundo
e meu tempo todo inteiro
sempre é buscar dinheiro
e sempre nisto me fundo.
E sempre nisto me fundo: e sempre me baseio neste princípio, nesta idéia.

Ninguém: Eu hei nome Ninguém,
e busco a consciência.

Belzebu: Esta é boa experiência: Dinato, escreve isto bem.

Dinato: Que escreverei, companheiro?

Belzebu: Que ninguém busca consciência.
e todo o mundo dinheiro.

Ninguém: E agora que buscas lá?

Todo o Mundo: Busco honra muito grande.

Ninguém: E eu virtude, que Deus mande
que tope com ela já.

Belzebu: Outra adição nos acude:
escreve logo aí, a fundo,
que busca honra todo o mundo
e ninguém busca virtude.

Ninguém: Buscas outro mor bem qu'esse?

Todo o Mundo: Busco mais quem me louvasse
tudo quanto eu fizesse.

Ninguém: E eu quem me repreendesse
em cada cousa que errasse.

Belzebu: Escreve mais.

Dinato: Que tens sabido?

Belzebu: Que quer em extremo grado
todo o mundo ser louvado,
e ninguém ser repreendido.

Ninguém: Buscas mais, amigo meu?

Todo o Mundo: Busco a vida a quem ma dê. Ma: me+a. Contração dos pronomes pessoais oblíquos, objeto indireto e direto, respectivamente.

Ninguém: A vida não sei que é,
a morte conheço eu.

Belzebu: Escreve lá outra sorte.
Dinato:
Que sorte?

Belzebu: Muito garrida:
Todo o mundo busca a vida
e ninguém conhece a morte.

Todo o Mundo: E mais queria o paraíso,
sem mo ninguém estorvar.

Ninguém: E eu ponho-me a pagar
quanto devo para isso.

Belzebu: Escreve com muito aviso.

Dinato: Que escreverei?

Belzebu: Escreve que Todo o Mundo quer paraíso
e ninguém paga o que deve.

Todo o Mundo: Folgo muito d'enganar,
e mentir nasceu comigo.
(folgo: tenho prazer, gosto.)

Niguém: Eu sempre verdade digo
sem nunca me desviar.

Belzebu: Ora escreve lá, compadre,
não sejas tu preguiçoso.

Dinato: Quê?

Belzebu: Que todo o mundo é mentiroso,
E ninguém diz a verdade.


Ninguém: Que mais buscas?

Todo o Mundo: Lisonjear.

Ninguém: Eu sou todo desengano.

Belzebu: Escreve, ande lá, mano.

Dinato: Que me mandas assentar?

Belzebu: Põe aí mui declarado,
não te fique no tinteiro:
Todo o Mundo é lisonjeiro,
e Ninguém desenganado.

fonte: portal da família

sábado, 6 de março de 2010

Às Mulheres



À nós:

Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.




e esse outro também:

Às mulheres

Que mulher nunca teve...
-Um sutiã meio furado,
-Um primo meio tarado,
-Ou um amigo meio viado?

Que mulher nunca tomou...
-Um porre de cair
-Ou um tranquiliznte para dormir?

Que mulher nunca sonhou...
-Com a sogra morta, estendida...
-Em ser muito feliz na vida
-Ou com um tratamento para estrias?

Que mulher nunca pensou...
-Em dar fim numa panela,
-Jogar o namorado pela janela
-Ou que a culpa era toda dela?

Que mulher nunca penou...
-Para ter a perna depilada,
-Para aturar uma empregada
-Ou para trabalhar menstruada?

Que mulher nunca comeu...
-Uma caixa de Bis, por ansiedade...
-Uma alface, no almoço, por vaidade
-Ou, um canalha por saudade?

Que mulher nunca apertou...
-O pé no sapato para caber,
-a barriga para emagrecer
-Ou um ursinho para não enlouquecer?

Que mulher nunca jurou...
-Que não estava ao telefone,
-Que não pensa em silicone
-Ou que "dele" não lembra nem o nome?

Só quem é mulher para entender esse poema.

autor desconhecido.

fontes: poema 1 e poema 2