Esta é a parte que você nunca arrancará de mim.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

A evolução humana continua


Aí vai um texto que 'achei' num blog que acompanho e achei interessante, a evolução das espécies ainda não terminou, principalmente da nossa. Aproveite:
Por décadas, a visão predominante entre o púbico leigo e também entre paleontólogos famosos como Stephen J. Gould (Universidade de Harvard) era de que a evolução humana tinha acabado. Segundo Gould, desde que o homem moderno (Homo sapiens) apareceu 50 mil anos atrás, a seleção natural é praticamente irrelevante. Isso porque não houve mais nenhuma mudança biológica relevante, e tudo o que chamamos de cultura e civilização foi construído com o mesmo corpo e o mesmo cérebro humano de 50 mil anos atrás! Até mesmo os fundadores da psicologia evolutiva, Leda Cosmides e John Tooby (Universidade da Califórnia, Santa Bárbara), publicaram uma nota dizendo que “nossos crânios modernos contém uma mente (cérebro) da época da Idade da Pedra”.
Recentemente, um grupo de pesquisadores (Marchani e colaboradores, “BMC Genetics”, 2008, e Hawks e colaboradores, PNAS, 2007) obteve resultados que desafiam o paradigma de que estamos “presos” evolutivamente através de uma cautelosa análise em sequências variáveis de DNA em diversas populações humanas. Os pesquisadores encontraram grande frequência de mutações adaptativas recentes codificadas no genoma humano. Ainda mais impressionante: essas mutações parecem estar se acumulando cada vez mais rapidamente. Os dados indicam que, nas seqüências de DNA estudadas, nos últimos 10 mil anos a taxa de evolução ocorreu 100 vezes mais rapidamente do que em qualquer outro período da nossa história evolutiva.
As novas adaptações não se resumem somente a conhecidas diferenças entre grupos étnicos, como cor da pele e cor dos olhos. As mutações adaptativas estão por toda parte, como em genes do sistema nervoso central (cérebro), sistema digestivo, tempo de vida, genes relacionados a imunidade a patógenos (microrganismos causadores de doenças), produção de espermatozóides etc. Além disso, muitas dessas variações adaptativas estão relacionadas com o continente de origem, com implicações provocativas. Aparentemente os grupos humanos estão evoluindo de forma a se distanciar cada vez mais um dos outros, a espécie humana estaria ficando cada vez mais diversa ao invés de convergir para um único pool genético. Isso porque as atitudes e os costumes que diferenciam o homem atual do homem de 50 mil anos atrás não são apenas culturais, mas têm uma profunda influência genética, gerada pela seleção natural (ainda que driblada pelos avanços da medicina e civilização).
Tanto a análise genômica quanto o estudo dos ossos levam a evidências que sugerem que a evolução humana não acabou. Pelo contrário, está em plena atividade. O que não está claro é quais são os atuais fatores de pressão seletiva. É bem possível que estejamos moldando a espécie humana baseados em novos fatores culturais, como a capacidade de trabalhar no computador, por exemplo. Basta ver o crescente mercado de namoro virtual. Entender o valor desses novos fatores é importante. Com esse conhecimento, podemos ser capazes de, pela primeira vez na história, guiar a evolução de nossa própria espécie.

A natureza é seletiva. E aprendemos a ser com ela.
Bom sábado :D

Um comentário:

  1. OI!
    Adorei esse resumo me ajudou no trabalho do colegio.
    Bjs

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